quinta-feira, 5 de agosto de 2010

TAPETES DA NOBREZA

De um lado há sorte, há flor
Do outro, tristeza e rancor
De um lado há camisa de seda
Há um largo sorriso, há comida na mesa
Do outro não há sequer farrapos nem migalhas,
Só lágrimas, fome e pobreza.

De um lado uma criança brinca,
Do outro lado uma criança chora,
A que brinca, sonha com os anjos,
Onde estarão os anjos da que chora?

De um lado há uma mansão com jardim
Do outro lado há um barraco sem teto
Na mansão sobra caviar e uísque
No barraco falta pão e afeto

Na mansão mora um nobre, um importante cidadão
No barraco sobrevivem aos golpes da realeza
Acatam as ordens dos doutores, dos senhores da nação
São insetos desprezíveis,
São tapetes da nobreza.

VFC

2 comentários:

Dida disse...

A nobreza está na alma e reflete nas atitudes. Tal como a "fé sem obras é morta", riqueza sem nobreza é disperdício de vida. Beijos e parabéns pelo seu blog.

História, poesia e outras coisas mais !! disse...

Valeu Dida, obrigado pela visita.
Valdo