quinta-feira, 5 de agosto de 2010

POEMA DOS ESQUECIDOS

Canto a voz dos desterrados
Canto a voz dos apartados
A voz dos deuses perdidos
A voz dos filhos da terra
Canto ruas e vielas
Canto os outros
Contra as feras
Contra daninhos e vilões

Canto os acordes perdidos
Os menestréis esquecidos
Canto quem quer que incomode
Quem quer que, com arte acorde
Do sono insano e profundo
Aqueles que trazem seu mundo
Vazio, deserto e triste
Pro nosso encantado viver

Canto Beto, Cássia e Canthídio
Chiquinho, HB, Brevilato
Marcelinho, Roberto e Renato
Gentil, Bodart, Vicente e Ivã

Anna, Barbieri, Barbosa, Araken
Paulo Ramos, Lena e Elaine
Beto Fontes, Paulinho, João de Deus
Nélio, Menezes e Lan

E que me desculpem os demais
Agora a tristeza me invade
O silêncio profundo me fere
A angústia minha mente emperrou
O disfarce da paz me apavora
Saudade galopa em meu peito
E o dia já clareou.

VFC-09/04/2006

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